15 setembro 2008

The Princess that never laughed.

"once upon a time..."

Com alguma recorrência a minha vida no meu "posto" de trabalho se parece mais e mais com a história da princesa que nunca riu jamais sorriu e do pobre coitado com quem ela virá a casar. Neste caso, apesar de não me dar muito para rir por lá, o papel que me calha é mais o do pobre coitado, como já arrependida lhe chamei, a verdade é que este rapaz, que todos os dias passa por baixo da janela onde a princesa está, não é mais que um bom aprendiz, zeloso, e cauteloso pelo seu trabalho. Fá-lo por gosto, e faz o que pensa estar bem, pois na verdade é asneira atrás de asneira, sendo que a solução adoptada no problema anterior não se adequa ao problema seguinte, e na vã tentativa de colocar todo o passado em prática torna ridicula a sua prestação. Um esforço inglório, portanto.

A história depois de muitas peripécias acaba com o rapaz a atravessar-se em frente à janela, cambaleante com uma vaca às costas, ao que a princesa, não sei se cansada de ver tanta asneira se não, desata a rir, a gargalhar, ela que nem sequer esboçava o menor sorriso. Conclusão, o Rei ao ver tal acto milagroso acontecer, decide que a filha e o rapaz devem juntar os trapinhos. Casam e vivem felizes para sempre.

Eu neste momento, de todos os meus altos e baixos, sinceramente, sinto-me com uma vaca às costas... mas não vislumbro finais felizes, até porque a incompetência, mesmo que risível, não costuma ser premiada. Por outro lado, é de lembrar que fui recentemente aumentada em 25%, sobre uma saraivada de ameaças e acusações que só visto, senti-me quase como o enforcado a usufruir do seu último desejo.

Pergunto-me apenas se no meio disto tudo, asneiras, peripécias e ameaças, acabarei por operar de lá no meu sítio um milagre tal que me conceda a benesse do "... and they lived happily ever after."

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