Há 5 semanas
10 outubro 2008
Continuo a observar em tudo na vida uma necessidade de domínio do outro, do absoluto controlo de todos. Acho que em pessoas que se dizem ou se sentem desenvolvidas em relação à maioria esta questão torna-se mais grave quando ainda levada a cabo. Fazer apostas ou ter como garantido algo na base e na fé da necessidade e carência dos outros é do mais incorrecto que pode acontecer, infelizmente vejo isso acontecer. Infelizmente vejo isso acontecer sobre mim, mais ridículo se torna porque sei que não tenho nem essa necessidade absoluta, nem essa carência extrema, e ainda assim compactuo com esta liberdade que os outros sentem. Porque sou apanhada desprevenida, mas acima de tudo porque é um mal que só me inflijo a mim, como não há dependentes directos das consequências adversas que isto possa ter, descuro-me. A mais prejudicada sou eu. Porque aceito, porque me esfolo e submeto. No fim, porque isto leva a que se sinta e veja o fim, em plenos direitos só posso comunicar as minhas decisões, desilusões, e factos.
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