Obama... Lido... e com vontade de o reler, uma escrita de leitura fácil, que rapidamente nos prende nas descrições das paisagens e dos sentimentos, a história de um rapaz que cresceu à procura da sua identidade e que no final (do livro) foi de facto ao encontro dela. Mas tem os seus factos hilariantes, este rapaz deve realmente ter crescido muito confuso, mais por ter sido numa cultura em que a força da raça tende a elevar discussões acérrimas.
A sua árvore genealógica é espantosa.
Afro-americano nasce de mãe caucasiana, e de um pai queniano, do qual não tem memórias por o ter deixado ainda na sua primeira infância, cresce com a mãe e com os avós em Miami. A mãe conhece um indonésio e mudam-se para a indonésia, onde frequenta a escola. Desse casamento da mãe nasce a sua meia irmã com quem cresceu Maya (america-indonésia).Sabe que do pai queniano tem mais irmãos, só não sabe que são de várias mães.
Antes de ir para a América o pai vivia com uma mulher queniana, de quem tem dois filhos (Roy e Auma, Auma é casada com um Inglês caucasiano e vive em Londres), depois segue para a América e nasce Obama, vai para Oxford, e regressa ao Quenia, onde vive com uma americana caucasiana Ruth de quem tem mais dois filhos, Mark e David que morreu antes de Barack o conhecer (estes ainda têm um meio-irmão Tanzâno-Americano), da sua primeira esposa ainda tem outros dois filhos, Bernard e Abo (cuja dúvida sobre a paternidade se mantém, mas como o pai os assumiu como filhos eles são Obama), e de uma quarta jovem de quem não se fala muito nasce ainda George em 1982.
O próprio pai, tem irmãs e meias irmãs, e Obama tem assim várias avós, aquela que apareceu durante as eleições, não é de facto a verdadeira avó de Obama, mas a que criou todos os filhos do Pai de Obama, com quem esteve casada e de quem tem filhos.
Confuso, nada... Simpatiza com Auma e Roy, afinal ela foi estudar para a Alemanha, e ele viveu uns anos na América. São os mais ocidentalizados, falam inglês, etc... Antipatiza com Mark, que foi viver para a América. Não entendo este antipatia, porque na verdade Mark vive o mesmo dilema que ele... Barack sente-se preto em terra e família de brancos, Mark sente-se branco em terra e família de pretos, Barack tenta procurar as suas origens no Quenia, Mark procura as dele na América.
Confuso? Nada...
Mas o livro vale a pena, não pela história de um líder, mas pela história em si que nos ultrapassa muito porque somos europeus e caucasianos. Porque somos e nos sentimos livres desde que nascemos. Ainda assim... vale a pena.
Há 5 semanas
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