27 outubro 2008

E que não vem mal ao mundo se isso acontecer.

Também eu andei aqui a remoer, sabes que o dom da palavra falada nunca esteve do meu lado, salvaguardo-me mais com a escrita, mas oiço, sei ouvir, e sinto-me aberta aos outros, pelo menos tento entendê-los.

O teu post tem muitas coisas que poderiam ter sido escritas por mim, principalmente o parágrafo que começa com: Sempre fui muito selectiva nas minhas relações..., pois eu também, e ainda assim não me livrei de umas histórias semi-terríveis, ou não tivesse eu entrado em modo de "siga" e ainda estaria práqui a chorar as coisas estranhíssimas que me aconteceram, e que se calhar não eram tão estranhas assim, bem, a verdade é que o "podemos ter vários parceiros", com ou sem princípios, me chocou mais na altura do que me chocaria agora, mas meninos, falem, falem tudo, e falem sempre, porque é a falar que a gente se entende, mas ía eu a escrever que eu também, sempre achei que era selectiva nas minhas relações, e é exactamente isso, embora não achasse o saltitar uma coisa propriamente terrível desde que os saltitões não saltitassem em cima de mim... de certa forma era muito casta, púdica, sei lá, na verdade, púdica ainda o sou, a castidade olha, foi-se com o tempo.

Mas em tudo o que entrei, entrei de cabeça, era o que dizia, foi o que sempre fiz, claro que depois quando se bate também é de cabeça, e dói... mas costumava dizer, que mesmo as relações de um dia, tinham sido imaginadas para uma vida inteira, se calhar já a entrar no campo da hipocrisia, mas era assim que eu via, era assim que sentia, e ainda vejo e ainda sinto, as coisas.

Subscrevo o teu post de cima a baixo, mas não subscrevo que se ande por aí a dizer uns aos outros, que vai a ver se dá. Cada um tem que saber escolher por si, e arcar com as consequências do que diz, quer e faz. Apelo só para que sejamos mais confiantes...

5 comentários:

cat disse...

Esta é uma daquelas coisas em que não se pode ligar o achómetro para cima dos outros. Ponto.

Apelas à confiança, mas olha que isto é mais feitio que escolha... Em quase tudo eu entro como entro numa piscina de água fria: molho o dedinho, arrepio-me, penso se quero mesmo mesmo tomar a banhoca, molho o pézinho todo, vou-me habituando e subo até ao joelho, depois salpico-me, entro até ao pescoço, brrrr, cerro os dentes e cabeça lá para dentro. E claro que deixo uma toalha felpuda à mão para quando sair... Muitas vezes volto para trás, mas se decido entrar, entro! Talvez sem confiança, mas com convicção. É assim porque comigo não podia ser de outra maneira.

cat disse...

Olha olha, como é que se faz esta de sujeitar os comentários a aprovação????

Yin Zhen disse...

Eu mergulho mesmo de cabeça, ainda acredito que há coisas na vida que se devem levar com uma boa dose de ingenuidade. Por mais ingénuo que isto possa parecer.

cat disse...

Ingénuo não é certamente... Mas acredita que por mais que aches que «deve» isso ou se sente ou não se sente. Não dá para escolher.

Yin Zhen disse...

Eu sei disso.