E que não vem mal ao mundo se isso acontecer.
Também eu andei aqui a remoer, sabes que o dom da palavra falada nunca esteve do meu lado, salvaguardo-me mais com a escrita, mas oiço, sei ouvir, e sinto-me aberta aos outros, pelo menos tento entendê-los.
O teu post tem muitas coisas que poderiam ter sido escritas por mim, principalmente o parágrafo que começa com: Sempre fui muito selectiva nas minhas relações..., pois eu também, e ainda assim não me livrei de umas histórias semi-terríveis, ou não tivesse eu entrado em modo de "siga" e ainda estaria práqui a chorar as coisas estranhíssimas que me aconteceram, e que se calhar não eram tão estranhas assim, bem, a verdade é que o "podemos ter vários parceiros", com ou sem princípios, me chocou mais na altura do que me chocaria agora, mas meninos, falem, falem tudo, e falem sempre, porque é a falar que a gente se entende, mas ía eu a escrever que eu também, sempre achei que era selectiva nas minhas relações, e é exactamente isso, embora não achasse o saltitar uma coisa propriamente terrível desde que os saltitões não saltitassem em cima de mim... de certa forma era muito casta, púdica, sei lá, na verdade, púdica ainda o sou, a castidade olha, foi-se com o tempo.
Mas em tudo o que entrei, entrei de cabeça, era o que dizia, foi o que sempre fiz, claro que depois quando se bate também é de cabeça, e dói... mas costumava dizer, que mesmo as relações de um dia, tinham sido imaginadas para uma vida inteira, se calhar já a entrar no campo da hipocrisia, mas era assim que eu via, era assim que sentia, e ainda vejo e ainda sinto, as coisas.
Subscrevo o teu post de cima a baixo, mas não subscrevo que se ande por aí a dizer uns aos outros, que vai a ver se dá. Cada um tem que saber escolher por si, e arcar com as consequências do que diz, quer e faz. Apelo só para que sejamos mais confiantes...
Há 5 semanas
5 comentários:
Esta é uma daquelas coisas em que não se pode ligar o achómetro para cima dos outros. Ponto.
Apelas à confiança, mas olha que isto é mais feitio que escolha... Em quase tudo eu entro como entro numa piscina de água fria: molho o dedinho, arrepio-me, penso se quero mesmo mesmo tomar a banhoca, molho o pézinho todo, vou-me habituando e subo até ao joelho, depois salpico-me, entro até ao pescoço, brrrr, cerro os dentes e cabeça lá para dentro. E claro que deixo uma toalha felpuda à mão para quando sair... Muitas vezes volto para trás, mas se decido entrar, entro! Talvez sem confiança, mas com convicção. É assim porque comigo não podia ser de outra maneira.
Olha olha, como é que se faz esta de sujeitar os comentários a aprovação????
Eu mergulho mesmo de cabeça, ainda acredito que há coisas na vida que se devem levar com uma boa dose de ingenuidade. Por mais ingénuo que isto possa parecer.
Ingénuo não é certamente... Mas acredita que por mais que aches que «deve» isso ou se sente ou não se sente. Não dá para escolher.
Eu sei disso.
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